Ramo Sênior

Ao lerem esta matéria em que se diz que Caio Martins era escoteiro, mas sua idade, 15 anos, não condizia com o estabelecido atualmente pelos Escoteiros do Brasil, há duas maneiras de entender.
Primeira, ao ingressar no Movimento Escoteiro, jovem ou adulto, é comum se dizer Escoteiro em todos os sentidos, ou seja, “Uma vez Escoteiro, sempre Escoteiro”. Assim, todos somos escoteiros sendo que na verdade existem as diversas separações por faixa etária o que distingue o jovem em seus ramos e os adultos voluntários.


Até o ano de 1938, os Escoteiros do Brasil ainda atuavam de acordo com as premissas básicas do Escotismo Mundial e quando Baden-Powell, fundou o Escotismo, criou somente os Ramos Lobinho, Escoteiro e Pioneiro e estes foram os três ramos implementados inicialmente no Brasil.


Assim permaneceu durante vários anos, quando no início da década de 40 o Chefe João Ribeiro dos Santos, pertencente à Associação Escoteira Guilhermina Guinle – Fluminense F. C. (atual 1º – RJ GE João Ribeiro dos Santos), percebe a necessidade de criar um ramo que dividisse o Ramo Escoteiro. Esta necessidade surge devido à longa duração deste ramo, que comportava jovens entre 11 e 18 anos, possibilitando assim serem notadas disparidades físicas e intelectuais entre os escoteiros.


Pesquisando sobre o assunto, Dr. João descobre que nos EUA já existia um ramo solucionando este problema, denominado de Senior Scouts. Pediu então autorização a UEB para implementar este ramo em seu grupo escoteiro. Logo, em 20 de novembro de 1945 foi criada a Tropa Senior do 1º-RJ – GE Guilhermina Guinle – Fluminense F.C., a primeira Tropa Senior do Brasil.
A UEB começou então a regulamentar o Ramo Senior, que utilizava na passadeira de seu uniforme um debrum marrom.


Assim sendo, Caio Martins era considerado pertencente ao ramo escoteiro em razão das diretrizes da época, emanadas do Bureau Mundial Escoteiro.